História


O Sul América Esporte Clube foi fundando no dia primeiro de maio de 1932, há alguns anos antes do início da segunda guerra mundial, por um grupo de jovens do Bairro da Glória e do São Raimundo, na Zona Oeste de Manaus. Pensando em criar um nome de clube que valorizasse a América do Sul, pelo lado patriótico extensivo a todos os países do continente meridional, foi criado o Sul América, que só veio conquistar título em 1992 e 1993, quando formou um verdadeiro time de grande força.

No ano de 1932, o grupo de jovens fundou o clube com o intuito de fazer frente ao "inimigo" - São Raimundo, do Bairro Vizinho. Surgia então o “Sulão”, na verdade o Sul América foi fundado por mais de dez abnegados desportistas: Raimundo Verçosa, Nicanor Costa, Luiz Pontes, José Nomando, Profírio, Honorato, Dogival Sales, Agostinho Lima, André Jobim, Osmar Ennes, Idelbrando Senna, Joias Lima e dentre outros.

A primeira bandeira do clube foi feita pela Sulamericanas "Coló" e "Nena".

Entre 1938 e 1941, o clube foi desativado, por razões diversas, mas em 1942, o Sr. Arquiteclínio, que era cobrador de bonde da Ex-Manaus Transway reorganizou o "Trem da Colina" e pôs adiante o sonho do time Sulamericano.

Um jornalista da década de 50, Irisvaldo Godô foi quem apelidou o Sul América de "Trem da Colina", pela grande rapidez de seu ataque. Aos poucos, o mascote foi sendo adotado, porém antes, na década de 20, o locutor e médico Jaime Barreto chamava o Sul América de "Lobão".

Outro detalhe, mas na forma literária é a de que o amazonense em si escreve a palavra "Sulamérica" junta para designar o nome do clube, enquanto a imprensa de fora do estado escreve separado - "Sul América". Inclusive a pronúncia do amazonense há a aglutinação do pré-fixo (Sul), com o sufixo (américa).

O Sul América ganhou o Torneio Início do Amazonense de 1977, 1992 e 1993.

Nestes anos de bi-campeonato, o Sulão não reconheceu os adversários e foi o primeiro time de "menor" torcida a desbancar a dupla Rio-Nal dos títulos, feito este que não acontecia desde 19973, quando a extinta Rodoviária havia sido campeã.

Nesta época seu diretor de futebol era o empresário Mário Cortêz, homem de luta pelo profissionalismo no futebol amazonense. Dono de casa corretora de câmbio e de diversas empresas na capital baré.

Em 1991, foi ele quem mandou restaurar sua sede, pondo refeitório, dormitórios e melhorando o salão de festas, transformando o local num afeiçoado bem aconchegante lugar para se concentrar os jogadores.

O maior inimigo do Sulão é o São Raimundo, do vizinho bairro do mesmo nome, quando jogam, há o clássico "Galo Preto" em virtude de uma época não muito longínqua dos torcedores fazerem "trabalhos" de umbanda ou "macumba" nos dois bairros. Sempre era encontrado uma galinha ou galo morto, com velas e adornos diversos, sendo constante o nome do time "perdedor" na véspera do clássico, que inclusive hoje faz com que aconteça um certo fenômeno na "Colina" - Estádio do Tufão - quando tem jogo contra o São Raimundo a galera do Sul América vai em peso com bandeiras, foguetes e papel picado para apoiar o Sulão, acendendo ainda mais a chama da rivalidade médio-secular entre as equipes dos vizinhos bairros. Por outro lado, os "Bucheiros" do São Raimundo não fazem diferente, enchendo o estádio de uma sadia "guerra" no futebol.